Importação brasileira de etanol
Quanto etanol o Brasil importa, de quais países, por quais portos e a que preço médio em US$/m³, mês a mês desde 1997, pelo Comex Stat.
O que ele responde
O etanol importado entra quando o produto de fora fica competitivo frente ao nacional, isto é, quando a janela de importação se abre, e a entrada dele pesa no abastecimento e no preço das regiões que recebem a carga. O que abre ou fecha essa janela é a paridade de importação, a diferença entre o preço lá fora e o interno, a tarifa de importação do etanol e a entressafra da cana. Entre 2017 e 2020 vigorou uma cota anual de importação isenta da tarifa; a série desde 1997 permite comparar o fluxo antes, durante e depois dela. O Comex Stat, a base oficial de comércio exterior do governo (MDIC), publica essa importação em quilos e separada por código aduaneiro (NCM 2207, álcool etílico), que não separa o anidro do hidratado nem o etanol de milho do de cana; aqui ela vem consolidada desde 1997, convertida para metros cúbicos, com preço médio em dólar por m³ na origem (FOB) e país de origem, porto e estado de entrada no mesmo painel. Este painel dá quanto entra e a que preço; Empresas que estão buscando a importação de etanol (ANP) mostra quem está trazendo. São bases com datas diferentes, que não fecham mês a mês. Serve à usina que acompanha a concorrência do importado, à distribuidora e à trading que acompanham quando a janela de importação se abriu, pelo volume que efetivamente entrou e pelo preço FOB na origem, e a quem analisa preço e abastecimento regional. Perguntas que ele responde: a importação deste ano está acima ou abaixo do mesmo período do ano passado? De quais países vem o etanol e por quais portos entra? A que preço em dólar ele sai da origem?
Visões
Volumes e valores
No topo, quatro cartões valem para todas as abas: volume e valor do último mês contra o mês anterior, volume de janeiro até o último mês contra o mesmo intervalo do ano anterior e preço médio (US$/m³) do último mês contra o mesmo mês do ano anterior. O último mês é o último com registro dentro dos filtros; com Ano final escolhido, os cartões passam a falar do último mês desse ano. Na aba: volume e valor por ano na mesma janela de meses (de janeiro até o último mês com dado, para o ano corrente parcial não parecer queda), a divisão por continente de origem (no último mês, ou no período filtrado), a evolução mensal de volume e valor dos últimos 36 meses e a tabela Resumo anual, com volume, valor em US$, preço médio e Transações.
Principais Origens
De onde vem o etanol: os 15 maiores países de origem no ranking e, na rosca, a participação dos 10 maiores (no último mês, ou no período filtrado), a evolução anual dos 5 maiores parceiros do recorte e a tabela com todos os países, com a fatia de cada um no total. A evolução anual soma o ano cheio, e não a mesma janela de meses: a barra do ano corrente vai só até o último mês com dado. Como a NCM não separa o etanol de milho do de cana, o país de origem é a única pista, e indireta, sobre a matéria-prima do que entra.
Anual
Volume e preço médio por ano no mesmo gráfico, na mesma janela de meses de cada ano: é a aba para ver se o etanol importado ficou mais caro ou mais barato em dólar. Lida ao lado de Preço do etanol na usina, é o ponto de partida para comparar o preço de fora com o do mercado interno e ler a paridade de importação, lembrando que o FOB não inclui frete, tarifa nem internação. A tabela Resumo anual soma o ano cheio.
Mensal
A série mês a mês inteira, com uma régua de rolagem que abre nos últimos 36 meses, e a comparação de cada mês entre anos: abre com os três anos mais recentes, e os botões de ano acima do gráfico incluem ou tiram cada ano. No ano corrente, a linha para no último mês publicado em vez de cair a zero. É onde aparece a sazonalidade: a entrada tende a se concentrar na entressafra da cana no Centro-Sul. A tabela Resumo mensal traz volume, valor, preço médio e Transações de cada mês.
Importação Total
O volume total e o valor total em US$ por ano, em dois gráficos, na mesma janela de meses de cada ano, e a tabela Resumo anual do ano cheio.
Agrupado País de Origem, Porto de Destino e Estado de Destino
Uma aba para cada recorte: os 20 maiores no ranking e a participação dos 10 maiores (no último mês, ou no período filtrado), mais a tabela consolidada de todo o recorte filtrado, com volume, valor, fatia do total e Transações. O porto é a unidade da Receita Federal onde a carga foi desembaraçada: em geral um porto, mas também aeroporto, porto seco no interior ou posto de fronteira. O estado é o dessa unidade, e não o da empresa importadora nem o do consumo. O recorte por porto mostra por onde a carga entra no país, o ponto de partida para cruzar com o preço regional do etanol.
Agrupado por município
O mesmo ranking, participação e tabela, por município. O município é o do domicílio fiscal da empresa que registrou a operação, e não o destino da carga; por isso capitais e cidades portuárias aparecem no topo. Vem de outro arquivo do MDIC, organizado pela posição 2207 da NCM (que coincide com os códigos deste painel), e só responde a ano, país e estado.
Filtros
| Ano inicial e Ano final | Um ano em cada, formando o intervalo. Com qualquer um deles escolhido, rankings e participações deixam de mostrar só o último mês e somam todo o intervalo; o Ano final vira o ano de referência dos cartões e da janela de meses dos gráficos anuais. Não há filtro de mês. Para ler um ano só, escolha o mesmo ano em Ano inicial e Ano final: só com o Ano final, os rankings somam desde 1997 até ele. |
| País de origem | Multisseleção, com busca. |
| Continente | Multisseleção: restringe o painel aos países de origem dos continentes marcados. |
| Porto de destino | Multisseleção, com busca: o porto de entrada no Brasil, isto é, a unidade da Receita Federal onde a carga foi desembaraçada. |
| Estado de destino | Multisseleção: o estado da unidade da Receita do desembaraço. Na aba por município, vale para o estado do município. |
| Produto | Multisseleção entre os dois itens da base: Etanol (álcool etílico desnaturado e não desnaturado) e Aguardente, que vem num código à parte (2207.20.20) e o painel soma por padrão. |
Os indicadores, os gráficos e as tabelas respondem ao filtro ao mesmo tempo. Na aba por município valem só o período, o país e o estado: aquela base do MDIC não tem porto, continente nem produto.
Dados e atualização
| Fonte | MDIC / Secex — Comex Stat (declarações de exportação e importação) |
| Cobertura | 1997 a 2026 · 3.966 registros |
| Atualizado em | 04/09/2026 |
Exportação
Cada gráfico e cada tabela tem download próprio, em CSV ou Excel, já com o filtro aplicado — é o recorte que está na tela, não o dado bruto inteiro. As tabelas alternam para gráfico e voltam, e as colunas são ordenáveis.
Indicadores vizinhos
- Empresas que estão buscando a importação de etanol (ANP) — quais empresas estão importando etanol, por porto de entrada, segundo a ANP
- Produção, estoques e importação de etanol nos EUA — produção, estoques e importação semanal de etanol nos Estados Unidos
- Exportação brasileira de etanol — o fluxo contrário, a exportação brasileira de etanol