Projeções de longo prazo para cana, açúcar e etanol (OCDE-FAO)

Até onde vão a cana, o açúcar e o etanol do Brasil em dez anos, segundo a projeção que OCDE e FAO publicam todo ano — e que fatia do mercado mundial o país mantém.

18 gráficos3 tabelas1990 a 203546 paísesAtualizado em 14/10/2026

O que ele responde

A OCDE e a FAO publicam todo ano um Outlook com dez anos de projeção para as commodities agrícolas, num banco de dados que traz 46 países e agregados, medida a medida. O indicador recorta desse banco o que interessa ao setor sucroenergético brasileiro e o entrega já convertido e comparável: a cana desde 1990 com área colhida, produtividade e destino para biocombustível; o balanço do açúcar e do etanol com produção, consumo doméstico, exportação, importação e estoque final; o preço ao produtor; e a fatia do Brasil no mercado mundial, ano a ano. Cada série separa o que foi observado do que é projeção, em cores diferentes, porque misturar os dois numa linha só é o erro mais fácil de cometer com um dado destes. E há um filtro que põe até doze países ou blocos lado a lado com o Brasil nas duas séries em que a OCDE publica todo mundo — exportação de açúcar e produção de etanol —, que é onde se vê a Tailândia, a Índia e os Estados Unidos chegando perto. O corte observado/projetado anda sozinho quando sai a edição nova: ele vem da própria edição, não de uma data fixa no código.

Visões

Cana-de-Açúcar

A safra brasileira de 1990 a 2035 em quatro cartões de capa e quatro gráficos: produção e produtividade no mesmo quadro (barras para a moagem, linha para a tonelada por hectare), área colhida, etanol produzido a partir da cana e preço nominal ao produtor. A tabela do rodapé traz tudo junto, inclusive a cana destinada a biocombustível, com uma coluna dizendo se a linha é observação ou projeção.

Açúcar e Etanol

Uma aba para cada produto, com a mesma estrutura: produção, consumo doméstico e exportação no mesmo gráfico; estoque final; e preço nominal ao produtor. A tabela do rodapé acrescenta a importação, que não tem gráfico próprio. O açúcar vai de 1990 e o etanol de 2000 — é o que a OCDE publica, não falha de coleta; só o estoque do etanol começa em 1999, porque a fonte publica o estoque de abertura da série.

Brasil no mundo

A fatia brasileira em quatro recortes (exportação de açúcar, produção de açúcar, de etanol e de cana), o ranking dos doze maiores exportadores de açúcar e produtores de etanol no último ano da projeção, e dois gráficos de comparação livre, em que o filtro põe outros países e blocos ao lado do Brasil.

Filtros

Comparar o Brasil comNa aba "Brasil no mundo", escolhe até doze países ou agregados para entrarem nos dois gráficos de comparação. O Brasil está sempre no gráfico e por isso não aparece na lista. A busca funciona sem acento, e o limite de doze existe porque acima disso as cores começam a se repetir e a legenda deixa de servir para ler o gráfico.

Os indicadores, os gráficos e as tabelas respondem ao filtro ao mesmo tempo.

Dados e atualização

FonteOECD-FAO Agricultural Outlook
Cobertura1990 a 2035 · 29.671 registros
RitmoAnual
Atualizado em14/10/2026
Vale saber: Projeção não é previsão: é o cenário que o modelo da OCDE-FAO produz com as políticas e tendências vigentes quando a edição fechou, e cada edição nova revisa a anterior. Os preços são nominais, em moeda corrente, e a OCDE não os deflaciona — o indicador mostra a taxa ao ano em cada card de preço justamente para isso: a cana sobe 1,9% ao ano até 2035 e o etanol 1,2%, abaixo de qualquer inflação plausível (ou seja, caem em termos reais), enquanto o açúcar sobe 3,5% e aí a conta depende da inflação que você usar. Preço só aparece para o Brasil, porque a OCDE o publica em moeda nacional e comparar países somaria real com baht. Antes do Plano Real os valores ficam fora do gráfico, por serem de outra ordem de grandeza, mas continuam na tabela e no download. Nas fatias de açúcar a série começa em 2001 e na de etanol em 2002, não por falta de dado: o agregado "Mundo" da OCDE muda de cobertura nesses anos — até ali ele somava só as economias publicadas uma a uma, e a fatia sairia muito acima da real. Pelo mesmo motivo, agregados escolhidos no filtro só aparecem a partir desses anos. A fonte também preenche com um valor minúsculo o período em que ainda não publicava um país, e o indicador trata esses pontos como ausência, declarando no rodapé do gráfico quais séries começam depois, quais terminam antes e quais têm pouquíssimos anos — o que explica linhas que nascem no meio do eixo ou morrem antes do fim. O ranking é dos doze maiores: eles respondem por cerca de 85% da exportação mundial de açúcar, outros 23 países publicados somam cerca de 3% e o que a OCDE não publica individualmente, cerca de 11%. E a OCDE só publica no nível de país: não há recorte por estado nem por usina.

Exportação

Cada gráfico e cada tabela tem download próprio, em CSV ou Excel, já com o filtro aplicado — é o recorte que está na tela, não o dado bruto inteiro. As tabelas alternam para gráfico e voltam, e as colunas são ordenáveis.

Indicadores vizinhos

Mais em Internacional