Preço do ATR por estado, região e Brasil, com projeção

Quanto vale o quilo de ATR nos estados, no Centro-Sul, no Nordeste e no Brasil, inclusive em São Paulo, onde o valor deixou de ser público, e quanto pode valer nas próximas safras.

2015 a 20266 estadosAtualizado em 05/11/2026

O que ele responde

Nenhum conselho publica um preço de ATR (Açúcar Total Recuperável) para o Brasil, o Centro-Sul ou o Nordeste: cada Consecana divulga o do seu estado, com calendário de safra próprio. E desde junho de 2026 o de São Paulo, a referência usual dos contratos nos estados sem conselho estadual, sai só para os assinantes do Consecana-SP enquanto a safra está em curso. O indicador recompõe esse número pela metodologia pública do conselho, a do Manual de Instruções. Nela, o quilo de ATR é a média do que as usinas paulistas recebem por nove produtos, cada um convertido em quilo de ATR e ponderado pelo mix de produção. Como esses preços também deixaram de ser públicos, cada um sai de uma série que continua aberta: o açúcar cristal e o etanol do Cepea/Esalq, centro de estudos da USP, e o açúcar bruto na bolsa de Nova York (ICE) convertido pelo dólar. Num teste fora da amostra, prevendo cada mês sem usar o valor oficial dele, um mês depois da última referência oficial, o cálculo errou 1,8% em média. Com São Paulo em mãos, o indicador junta os valores oficiais do Paraná, de Alagoas e Sergipe, de Pernambuco e da Paraíba e monta a média do Centro-Sul, do Nordeste e do Brasil ponderada pelo ATR produzido em cada estado, no mês e no acumulado da safra. Traz ainda o preço da tonelada de cana-padrão de São Paulo no campo e na esteira, a comparação safra contra safra e a origem de cada número. E projeta o ATR de São Paulo mês a mês, com um simulador em que o leitor muda o açúcar, o câmbio, o etanol, o mix e o ATR da própria cana. Serve ao fornecedor que quer saber quanto vale o ATR da sua cana antes do acerto, à usina que provisiona o custo da matéria-prima e a quem precisa de um preço de ATR nacional.

Visões

Cartões do topo

O ATR do último mês fechado no Brasil, no Centro-Sul e em São Paulo, e o acumulado da safra em São Paulo, cada um com a variação sobre o mês anterior e sobre o mesmo mês da safra anterior; quando o valor é estimado, o cartão diz "estimado" e traz a faixa de incerteza. O mês corrente, ainda em curso, fica fora dos cartões.

Estados, regiões e Brasil

O ATR do mês e o acumulado da safra em R$ por quilo, uma linha por recorte. No eixo, o asterisco marca o mês com valor estimado e "(parcial)" o mês em curso. A tabela traz, mês a mês e recorte a recorte, o valor, o acumulado, a origem, a faixa de incerteza e a cobertura da cana. O Histórico por safra põe as safras lado a lado, mês a mês, para um recorte por vez. A tabela "De onde vem cada número" mostra, para o último mês fechado e todos os recortes, o valor, o acumulado, a faixa, a origem, a cobertura da cana e o último mês com valor oficial.

São Paulo: oficial × estimado

As duas séries de São Paulo no mesmo gráfico desde abril de 2025, com a faixa de incerteza nos meses sem oficial, que abre com a distância da última referência oficial. A tabela traz o oficial, o estimado, a diferença e o erro de cada mês no teste fora da amostra. Abaixo, o preço da tonelada de cana-padrão de São Paulo no campo e na esteira, em R$ por tonelada, pela mesma conta do Consecana-SP.

Projeção e simulador

O ATR de São Paulo projetado mês a mês, no mês e no acumulado, até o último fim de safra coberto pela curva do açúcar em Nova York, com a faixa histórica de variação; um quadro explica a montagem. Logo abaixo, o simulador refaz a conta com o açúcar, o câmbio, o etanol, o mix e o ATR da cana que o leitor escolher. Seguem o fechamento de cada safra (acumulado de março e cana no campo e na esteira), a sensibilidade desse fechamento a 1 c/lb no açúcar, R$ 0,10 no dólar e 10% no etanol, a tendência anual em reais nominais pelo Outlook OCDE-FAO, a projeção do Centro-Sul, do Nordeste e do Brasil e as premissas mês a mês.

Como calculamos

O método explicado e a contribuição do açúcar e do etanol para o ATR de São Paulo, mês a mês. Para o mês escolhido, a tabela mostra os nove preços, cada um com o preço usado e o publicado pelo Cepea quando existe. Ao lado vêm a série pública de partida, a relação aplicada, o valor em R$ por quilo de ATR, o peso no mix e a contribuição.

Filtros

RecortesMulti-seleção entre Brasil, Centro-Sul, Nordeste e os estados; abre com Brasil, Centro-Sul, Nordeste, São Paulo e Paraná, e sem nada marcado mostra o Brasil. Vale para os dois gráficos e a tabela mês a mês da primeira aba; a tabela "De onde vem cada número" mostra sempre todos os recortes.
Safra (abr→mar)Só na primeira aba. Multi-seleção; abre com as duas safras mais recentes. É a safra do Centro-Sul, de abril a março: o Nordeste, que colhe de setembro a agosto, aparece nos meses que caem dentro dela.
Recorte do históricoEscolhe o recorte do Histórico por safra, um por vez; abre no Centro-Sul. Ao lado, o botão alterna entre o ATR do mês e o acumulado da safra.
MêsSó na aba Como calculamos: escolhe o mês cujos nove preços a tabela mostra; abre no mais recente.

Os indicadores, os gráficos e as tabelas respondem ao filtro ao mesmo tempo.

Dados e atualização

FonteConsecana, CEPEA, ICE, B3, Banco Central, OCDE-FAO e MAPA — cálculo NovaCana
Cobertura2015 a 2026 · 786 registros
Atualizado em05/11/2026
Vale saber: O valor estimado não é o preço oficial do Consecana, nem o substitui em contrato: é a metodologia pública aplicada a preços públicos. O cálculo foi testado prevendo cada mês sem usar o oficial dele. Um mês depois da última referência oficial, errou 1,8% em média e 3,6% no pior caso; quatro meses depois, até 5,4%. Por isso a faixa de incerteza de cada mês abre com a distância do último oficial de São Paulo, maio de 2026. O acumulado da safra e o preço da cana-padrão têm faixa própria, menor, porque os meses oficiais da safra entram nele sem erro. O adicional de 4,5% acertado entre UNICA e Orplana em abril de 2026 fica fora da fórmula do ATR e fora do cálculo; quem tem contrato Consecana puro recebe esse adicional por cima do valor mostrado. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo não têm conselho estadual e aparecem com o valor de São Paulo, a referência usual dos contratos nesses estados, mas não a de todos. Nos estados com conselho, o mês ainda não publicado fica vazio na linha do estado. Nas médias regionais, esse estado entra com o último oficial corrigido pela variação de São Paulo, e a média fica marcada como estimada. A faixa da média pondera a de São Paulo e a desse estado, que é maior: de 7% a 12% com um mês de atraso. Ela tem outro critério, o p90 do histórico do estado: 9 em cada 10 meses ficaram dentro. Nesse mês, o acumulado da região sai só dos estados que publicaram. Pernambuco e Paraíba não publicam acumulado; o deles é a média simples dos meses da safra. As médias deixam de fora os estados sem preço de ATR, como Bahia, Rio Grande do Norte e Maranhão; o Nordeste cobre cerca de 70% da cana da região desde 2019, e menos antes disso. O Brasil não tem acumulado, porque o Centro-Sul fecha a safra em março e o Nordeste em agosto. O preço da cana-padrão vale para a tonelada com 121,9676 kg de ATR; contrato com outro ATR ou outro desconto de corte, carregamento e transporte dá outro valor. O mês corrente é parcial, muda até fechar e fica fora do histórico por safra. A projeção é um cenário, não uma previsão: aplica a conta do Consecana aos preços que o mercado e o Focus esperam hoje. A faixa da projeção é a variação histórica do ATR de São Paulo no mesmo prazo, não o erro dela, e a do mês passa de ±50% no fim do horizonte; a do Nordeste é a mais larga. A tendência de longo prazo segue o Outlook OCDE-FAO, sem faixa e fora do simulador.

Exportação

Cada gráfico e cada tabela tem download próprio, em CSV ou Excel, já com o filtro aplicado — é o recorte que está na tela, não o dado bruto inteiro. As tabelas alternam para gráfico e voltam, e as colunas são ordenáveis.

Indicadores vizinhos

Mais em Preços