Preço do ATR por estado, região e Brasil, com projeção
Quanto vale o quilo de ATR nos estados, no Centro-Sul, no Nordeste e no Brasil, inclusive em São Paulo, onde o valor deixou de ser público, e quanto pode valer nas próximas safras.
O que ele responde
Nenhum conselho publica um preço de ATR (Açúcar Total Recuperável) para o Brasil, o Centro-Sul ou o Nordeste: cada Consecana divulga o do seu estado, com calendário de safra próprio. E desde junho de 2026 o de São Paulo, a referência usual dos contratos nos estados sem conselho estadual, sai só para os assinantes do Consecana-SP enquanto a safra está em curso. O indicador recompõe esse número pela metodologia pública do conselho, a do Manual de Instruções. Nela, o quilo de ATR é a média do que as usinas paulistas recebem por nove produtos, cada um convertido em quilo de ATR e ponderado pelo mix de produção. Como esses preços também deixaram de ser públicos, cada um sai de uma série que continua aberta: o açúcar cristal e o etanol do Cepea/Esalq, centro de estudos da USP, e o açúcar bruto na bolsa de Nova York (ICE) convertido pelo dólar. Num teste fora da amostra, prevendo cada mês sem usar o valor oficial dele, um mês depois da última referência oficial, o cálculo errou 1,8% em média. Com São Paulo em mãos, o indicador junta os valores oficiais do Paraná, de Alagoas e Sergipe, de Pernambuco e da Paraíba e monta a média do Centro-Sul, do Nordeste e do Brasil ponderada pelo ATR produzido em cada estado, no mês e no acumulado da safra. Traz ainda o preço da tonelada de cana-padrão de São Paulo no campo e na esteira, a comparação safra contra safra e a origem de cada número. E projeta o ATR de São Paulo mês a mês, com um simulador em que o leitor muda o açúcar, o câmbio, o etanol, o mix e o ATR da própria cana. Serve ao fornecedor que quer saber quanto vale o ATR da sua cana antes do acerto, à usina que provisiona o custo da matéria-prima e a quem precisa de um preço de ATR nacional.
Visões
Cartões do topo
O ATR do último mês fechado no Brasil, no Centro-Sul e em São Paulo, e o acumulado da safra em São Paulo, cada um com a variação sobre o mês anterior e sobre o mesmo mês da safra anterior; quando o valor é estimado, o cartão diz "estimado" e traz a faixa de incerteza. O mês corrente, ainda em curso, fica fora dos cartões.
Estados, regiões e Brasil
O ATR do mês e o acumulado da safra em R$ por quilo, uma linha por recorte. No eixo, o asterisco marca o mês com valor estimado e "(parcial)" o mês em curso. A tabela traz, mês a mês e recorte a recorte, o valor, o acumulado, a origem, a faixa de incerteza e a cobertura da cana. O Histórico por safra põe as safras lado a lado, mês a mês, para um recorte por vez. A tabela "De onde vem cada número" mostra, para o último mês fechado e todos os recortes, o valor, o acumulado, a faixa, a origem, a cobertura da cana e o último mês com valor oficial.
São Paulo: oficial × estimado
As duas séries de São Paulo no mesmo gráfico desde abril de 2025, com a faixa de incerteza nos meses sem oficial, que abre com a distância da última referência oficial. A tabela traz o oficial, o estimado, a diferença e o erro de cada mês no teste fora da amostra. Abaixo, o preço da tonelada de cana-padrão de São Paulo no campo e na esteira, em R$ por tonelada, pela mesma conta do Consecana-SP.
Projeção e simulador
O ATR de São Paulo projetado mês a mês, no mês e no acumulado, até o último fim de safra coberto pela curva do açúcar em Nova York, com a faixa histórica de variação; um quadro explica a montagem. Logo abaixo, o simulador refaz a conta com o açúcar, o câmbio, o etanol, o mix e o ATR da cana que o leitor escolher. Seguem o fechamento de cada safra (acumulado de março e cana no campo e na esteira), a sensibilidade desse fechamento a 1 c/lb no açúcar, R$ 0,10 no dólar e 10% no etanol, a tendência anual em reais nominais pelo Outlook OCDE-FAO, a projeção do Centro-Sul, do Nordeste e do Brasil e as premissas mês a mês.
Como calculamos
O método explicado e a contribuição do açúcar e do etanol para o ATR de São Paulo, mês a mês. Para o mês escolhido, a tabela mostra os nove preços, cada um com o preço usado e o publicado pelo Cepea quando existe. Ao lado vêm a série pública de partida, a relação aplicada, o valor em R$ por quilo de ATR, o peso no mix e a contribuição.
Filtros
| Recortes | Multi-seleção entre Brasil, Centro-Sul, Nordeste e os estados; abre com Brasil, Centro-Sul, Nordeste, São Paulo e Paraná, e sem nada marcado mostra o Brasil. Vale para os dois gráficos e a tabela mês a mês da primeira aba; a tabela "De onde vem cada número" mostra sempre todos os recortes. |
| Safra (abr→mar) | Só na primeira aba. Multi-seleção; abre com as duas safras mais recentes. É a safra do Centro-Sul, de abril a março: o Nordeste, que colhe de setembro a agosto, aparece nos meses que caem dentro dela. |
| Recorte do histórico | Escolhe o recorte do Histórico por safra, um por vez; abre no Centro-Sul. Ao lado, o botão alterna entre o ATR do mês e o acumulado da safra. |
| Mês | Só na aba Como calculamos: escolhe o mês cujos nove preços a tabela mostra; abre no mais recente. |
Os indicadores, os gráficos e as tabelas respondem ao filtro ao mesmo tempo.
Dados e atualização
| Fonte | Consecana, CEPEA, ICE, B3, Banco Central, OCDE-FAO e MAPA — cálculo NovaCana |
| Cobertura | 2015 a 2026 · 786 registros |
| Atualizado em | 05/11/2026 |
Exportação
Cada gráfico e cada tabela tem download próprio, em CSV ou Excel, já com o filtro aplicado — é o recorte que está na tela, não o dado bruto inteiro. As tabelas alternam para gráfico e voltam, e as colunas são ordenáveis.
Indicadores vizinhos
- Preço do ATR mensal - PR, SP, AL, PE e PB — o valor oficial de cada conselho Consecana, com o histórico desde 1998
- Preço da cana campo e esteira - PR e SP — o preço oficial da cana campo e esteira no Paraná e em São Paulo, que em SP vai até maio de 2026
- Quantidade e destino do ATR produzido — o ATR produzido por estado, que pondera as médias regionais, e o ATR por tonelada
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